terça-feira, 27 de novembro de 2012

O que não se gosta de ouvir.

Eu era pequeno e sabia que havia aprontado, minha consciência já me punia previamente. Mas mesmo eu já tirando a lição daquele erro não me livraria da correção dos meus pais, que estava cada vez mais próxima de acontecer, bastava que eles descobrissem a arte.

"Eu não quero ouvir" pensei. Já me culpava o suficiente. Tive a brilhante ideia de me esconder no banheiro, trancar a porta e por lá passaria o resto da vida. Acabei dormindo e quando acordei ouvi duas vezes, por ter sumido e pela bagunça aprontada.

Essa fuga do que não queremos ouvir se tornou cada vez mais presente na minha vida, nem tanto nas minhas atitudes, mas como um comportamento cada vez mais comum nas pessoas próximas a mim, e porque não dizer na sociedade atual. Percebo que quando se comete erros, finge-se que nada aconteceu até que o tempo faça que todos esqueçam do ocorrido.

Pode parecer autodefesa, mas o nome correto é fuga. Fugitivos não resolvem seu problemas, vivem reféns deles. A atitude que inicialmente é inofensiva, vira hábito, e causa danos comportamentais muito sérios. Resulta em pais que não admitem os erros de seus filhos, profissionais que não aceitam feedback negativos, amigos que se afastam daqueles bons amigos que os corrigem.

Não tratamos mais dos assuntos que não nos agradam. Nos tornamos uma sociedade de mimados e covardes.

Cada vez mais nos fechamos em nossos erros, e nos afastamos de todos que nos amam. Passamos a tomar nossas decisões sozinhos, sem consultar ninguém, com medo que discordem e nos desmotivem. Acabamos só deixando por perto aqueles que alimentam a nossa vaidade e nos limitam a nós mesmos.

Mas o que ninguém percebe é que essa atitude é consequência da culpa que sentimos, da consciência que nos fala "você sabe que esta errado". A fuga não é dos outros, mas de si próprio.

Ao me esconder no banheiro eu ainda convivia com meu erro. Ele só foi embora quando eu o enfrentei. Não passe o resto da vida trancado. Ouça!


quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Eu escuto Itapema também...


Eu escuto a Itapema, há quem diga rádio de velho, mas me faz bem aos ouvidos. E entre as músicas boas que só tocam lá estão as do Jamie Cullun. Vejam só, britânico!

A música não é dele, mas a versão que ele fez é muito melhor!


terça-feira, 13 de novembro de 2012

Friends, Lovers or Nothing


Outro dia eu falo mais do John Mayer, mas eu gosto das músicas desse cara desde que eu vi o clip "Bigger Than My Body", lá naquele ano que eu nem me lembro mais.

Hoje conheci essa música. Perfeita a letra!


 

Friends, Lovers Or Nothing

Now that we are over
As the loving kind
We'll be dreaming ways
To keep the good alive

Only when we want is not
A compromise
I'll be pouring tears
Into your drying eyes

Friends, lovers or nothing
There can only be one
Friends, lovers or nothing
We'll never be an 'inbetween'
So give it up

You whisper "Come on over"
'Cause you're two drinks in
But in the morning I will say
"Good-bye again"

Think we'll never fall into
The jealous game
The streets will flew
With blood of those who felt the same

Friends, lovers or nothing
There can only be one
Friends, lovers or nothing
We'll never be an 'inbetween'
So give it up

Anything other than yes is no
Anything other than stay is go
Anything less than I love you is lying


segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Porque não Rir?

Estava eu ontem a ver um filme meio triste, e aquilo me angustiava. Via um pouquinho e pausava. Estava vendo porque muitas pessoas inteligentes dizem que ele é bom e eu sempre quis ser inteligente.

Mas a verdade é que foi um sacrifício aquele filme. Serviu para que eu nota-se como as pessoas gostam da angustia, das coisas tristes, de fazer de suas vidas um drama. Acho uma doença da sociedade atual esse choro sem motivo, ou motivado porém desnecessariamente cultivado.

Valorizamos o que nos faz sofrer, pois sofrer e chorar é viver nos dias de hoje. Que chato não? Não há nada de bom em cultivar uma vida triste!




Eu sofro, muito! Alguns dizem que sou carente, enfim. Mas eu não consigo passar um dia sem brincar, nem que seja brincar com a minha tristeza. Eu canto músicas sozinho em casa, imito pessoas, faço piadas sobre o cotidiano dirigindo sozinho (falo mesmo, em voz alta). Percebo os fatos engraçados do dia e guardo com carinho para contar no próximo encontro com amigos. Invento muitas coisas para as histórias terem graça.

Acho que trago essa vontade de fazer graça em público do meu pai, que sempre contou piadas nas reuniões de família. Ele conta muito bem. Essa vontade de fazer graça no dia a dia vem da minha mãe. Quando eu era pequeno e íamos atravessar a rua, eu e minhas irmãs de mãos dadas com a mãe ela dizia - vamos atravessar quando eu disser "Já!"... e ela dizia - Um, dois, três e Já.. Caré!

Um de nós poderia ter saído correndo e ter sido atropelado, mas sobrevivemos, e sempre rimos.

Infelizmente, consideramos mais maduras pessoas mais sisudas, sérias, introspectivas. Ser adulto e ser chato são quase sinônimos. Não me considero imaturo, mas se ter alegria de uma criança de vez em quando significa isso, que seja! Eu prefiro oscilar entre a criança e o adulto que há em mim!

Uma piada curta para acabar...

Joãozinho - Ô Vô, é verdade que os homens da nossa família morrem de repente?!

....

Joãozinho - Vôô, acorda vô!

Chore, de rir!

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Poesia numa hora dessas...

Recentemente eu escrevi que não existem "Almas Gêmeas". Não mudei a minha opinião quanto a isso, mas tive que escutar a crítica de uma das pessoas mais inteligentes que conheço, a minha mãe. Ela me disse:

- Exitem almas gêmeas, não é necessariamente alguém do sexo oposto que você se relacionará, mas alguém que te conhecerá antes que você precise falar. Uma grande amizade talvez.

Pensando nisso, e quem representa isso para mim, escrevi uns versos. Pode não ter ficado tão bom, algumas pessoas podem estranhar, mas ela entenderá, e é isso que importa!



Você, para mim!

Você que de longe me conhece
Como se dos teus momentos falasse
A distância ainda permanece
Mas o amor em mim você renasce

Contigo aprendi o sincero
Sem medo entreguei o que sou
E essa verdade eu espero
Reencontrar nos lugares que vou

Eu que sou nada, senão só um peixe
Serei menos ainda caso um dia você me deixe
Sou como lua, você como o Sol
Se eu brilho, é por você Carol.

Mais que música do dia...

Admito que conheci esses caras cheio dos meus preconceitos. Mas na época eu tive meus motivos, além do fato que eu não conseguia aceitar que a tanto tempo existisse algo tão bom e eu estivesse totalmente alienado.

Mas passou um bom tempo até que eu conseguisse entender que eles são mais que música boa, poesia boa, bom teatro. São uma causa! Acho que é aí que esta toda a magia...

A liderança do vocalista, poeta e palhaço não vem somente do talento mas do idealismo.

Além de tudo, por sorte, eu conheci cada música no meu tempo certo, quando cada verso faz mais sentido.

Dia 01/12 vou no meu primeiro show deles, e vou por eles...



segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Música do Dia: Tears in Heaven


Eu não tenho nenhuma obrigação com artistas britânicos e nem estou fazendo isso porque "É pra lá que eu vou" mas a música do dia de hoje é do Eric Clapton.

Achei perdida pela casa uma biografia dele e comecei a ler. Ele que reconhecido com um dos maiores guitarristas de todos os tempos teve um processo de aprendizagem na música bem demorado. Isso me dá esperança para encontrar um sentido para aquele violão que eu comprei...

 


Além do escuro
Há paz
Estou certo
E eu sei que não haverão mais
Lágrimas no Paraíso